terça-feira, 6 de agosto de 2013

Caos instalado nas escolas ainda sem fim à vista


    Começou o princípio do fim do SNS e da Escola Pública. Não venham dizer todos aqueles que votaram neste governo que não sabiam que era assim. Vieram para fazer isto, ou seja, acabar com o SNS, mas também com a Escola Pública. É uma questão ideológica, mas também porque querem entregar aos privados setores altamente rentáveis. Veja-se o que aconteceu com a venda da EDP e com o Catroga. Asseguram assim lugares para eles, amigos e familiares. Não querem saber do País e muito menos do povo, que consideram escumalha. Será que mais ninguém vê que com a Saúde e a Educação não se brinca? Não se pode pôr os interesses particulares e financeiros de alguns tubarões de direita à frente da qualidade destes serviços públicos. O lucro fácil não se pode sobrepor a estes dois pilares da nossa sociedade.
     O povinho não compreende que, para pagar as swaps, aos bancos, as rendas da energia, as PPP das estradas e dos hospitais, as mordomias dos boys instalados na política, as empresas publicas falidas e super endividadas, os empregos aos molhos em tudo o que são autarquias, os salários milionários dos gestores nomeados pelo governo, pagar os desfalques dos políticos no BPN e outros...Enfim, para pagar o regabofe da política é necessário cortar noutros setores. Cortar nos salários, nas reformas, aumentar os impostos e, entre muitos outros cortes, reduzir a oferta educativa, como convém aos regimes oligárquicos que querem o povo estúpido para o controlar e explorar sem pejo…
     Quanto ao “caos” nas escolas, há muito que as escolas são um caos de burocracia, de más práticas pedagógicas e de perseguição aos bons professores que querem fazer melhor contra os interesses instalados nelas. As escolas estão um caos com a burocracia exacerbada e as injustiças na avaliação dos docentes. Sabiam que o processo de avaliação dos professores é secreto? Ninguém sabe porque uns professores tem melhor nota do que outros! Só a comissão, nomeada pelo diretor, sabe! Professor que afronte o sistema está tramado! O ambiente de trabalho nas escolas nunca esteve pior do que agora! Os professores estão desmoralizados e os péssimos resultados dos exames reproduzem essa frustração. A escola é, neste momento, um locus horribilis e, miseravelmente, parece que só pode piorar com as políticas destes rapazotes...
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82039#.Uf9tVKb-5fk.facebook

Custo por aluno do ensino público inferior ao do particular


Publicado em 26/10/2012 por Alexandra Inácio


  O Tribunal de Contas recomenda ao Governo que avalie a continuidade dos contratos de associação com as escolas particulares e cooperativas. Um conselho que consta do memorando de entendimento.



Custo por aluno do ensino público inferior ao do particular
foto: João Santos / Global Imagens

  O documento assinado com a troika já recomendava a redução das transferências para as escolas com contrato de associação. Mas o Governo manteve este ano letivo a verba por turma (85288 euros), salvaguardando esses contratos dos cortes generalizados na Educação. A recomendação do TC - feita no relatório divulgado hoje sobre o custo médio por aluno no ensino público e escolas com contrato de associação - reforça a diretriz do memorando.
   Tanto Mário Nogueira, líder da Fenprof, como Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, louvam a recomendação. Para ambos, a rede de ensino pública assegura a oferta a todos os alunos, pelo que reprovam o Estado pagar a escolas particulares que só deviam ser contratualizadas quando os alunos não têm oferta a quatro quilómetros de casa.
   Já para Rodrigo Queirós e Melo, diretor executivo da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Privado (Aeep), a duplicação da rede é pontual e se o Governo extinguir os contratos terá de assumir "que obriga" os pais a matricular os filhos na escola pública.
O JN tentou obter uma reação do Ministério da Educação mas não recebeu qualquer resposta em tempo útil.

   Diferentes leituras


   O relatório conclui que o custo médio por aluno nas escolas com contrato de associação é de 4522 euros. No ensino público, o TC apurou dois valores médios: 3890 euros com base na execução orçamental dos agrupamentos; e 4415 euros se aos orçamentos forem somadas as despesas com as escolas artísticas, contratos de execução com os municípios e Fundo Social Municipal. O valor no público só é menor graças ao custo médio no 1º ciclo (2299,80), que as escolas com contrato de associação não lecionam. A comparação, frisa Rodrigo Queirós e Melo, deve por isso ser feita com o custo médio apurado para os restantes ciclos que é de 4648 euros. "Logo, mais caro 126 euros por aluno", reage, multiplicando, de imediato, esse valor pelos "53 mil alunos" abrangidos pelos contratos de associação. "O Estado pode poupar seis milhões de euros".
   Mário Nogueira alerta, no entanto, que o custo superior resulta das ofertas alternativas que existem no público e não nas particulares, nomeadamente os cursos profissionais, artísticos ou os alunos com necessidades educativas especiais.
   De acordo com o relatório, 89% dos alunos abrangidos pelos 93 contratos frequentam o ensino regular.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=2848492&page=-1


Professores de escolas GPS trabalham mais de 8 horas por dia

   A Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) encontrou professores a trabalhar mais de oito horas consecutivas por dia em colégios privados do Grupo GPS, tendo pedido a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
   A agência Lusa teve acesso aos relatórios de auditorias feitas este ano pela IGEC a seis colégios do grupo privado GPS, que detectaram irregularidades nos horários dos professores, que poderão pôr em causa a qualidade do ensino.
   No Colégio de Santo André, há docentes “que entram às 8:30 e saem às 17:00, com intervalos inferiores a uma hora”, revela o relatório, indicando que “cerca de 85% dos horários indiciam a realização de períodos de trabalho consecutivo superior a oito horas, em alguns casos em mais do que um dia por semana”.
   Apesar de os docentes terem assinado uma declaração autorizando um horário diário superior a sete horas, a IGEC decidiu remeter o processo para a ACT por ter dúvidas quanto à sua legalidade.
   O mesmo alerta é feito no documento da IGEC sobre o Colégio Rainha Dona Leonor, nas Caldas da Rainha, onde 38 professores trabalham mais de cinco horas consecutivas e 25 docentes têm horários de mais de 25 horas lectivas.
   Em todas as escolas GPS inspeccionadas, as aulas passaram este ano a ser de 60 minutos, mais dez do que nas escolas públicas, agravando a carga horária dos privados.
   Por exemplo, no Colégio Miramar, em Mafra, os professores passaram de um horário completo em 2011/2012 de 24 períodos de 45 minutos para 20 blocos de 60 minutos em 2012/2013: “Um docente com 26,5 horas de trabalho efectivamente lectivo (1590 minutos) trabalha a mais 510 minutos” quando comparado com o horário lectivo completo atribuído pelo colégio no ano passado, refere o relatório.
   Também no Colégio de Santo André, em Mafra, foram encontrados professores com mais de 25 horas semanais lectivas. Ali, há ainda cinco docentes com horários incompletos que estão a fazer mais horas de componente não lectiva do que as permitidas pelo Contrato Colectivo de Trabalho.
   Outro das situações detectadas em todas as escolas prende-se com a cobrança de valores indevidos aos alunos, como por exemplo uma taxa de inscrição de 10 euros para o ensino básico.
   No Colégio de São Mamede a justificação apresentada aos pais para essa cobrança prendia-se com a necessidade de custear as actividades extra curriculares, o que os encarregados de educação consideraram aceitável para os benefícios obtidos. A IGEC recomenda, no entanto, que as escolas devolvam o dinheiro.
A inspecção detectou ainda que dezenas de alunos com necessidades educativas especiais dos Colégio de São Mamede e no Instituto Vasco da Gama, em Leiria, estavam a ser indevidamente acompanhados.
   Ainda na escola de Leiria, a IGEC detectou dois professores a leccionar sem habilitação profissional e, no ano passado, as crianças de quatro turmas do ensino básico do Vasco da Gama tinham aulas de Educação Física logo após o almoço.
   Os preços praticados pelo bar do Instituto Vasco da Gama chamaram também a atenção dos inspectores que entendem que não cumpre a sua função de acção social, já que "foram definidos com margens bastante altas".
   A inspecção refere ainda que foram encontradas salas de aula com mais alunos que o permitido. Nas Caldas da Rainha, por exemplo, duas turmas do 5º ano tinham mais estudantes que o permitido.
   A IGEC investigou também o Instituto D. João V, no Louriçal, tendo detectado ainda problemas na atribuição da acção social escolar, já que 16% dos alunos que pediram subsídio foram excluídos sem serem devidamente explicadas as razões da decisão. A IGEC recomendou por isso à escola que o faça de "forma inequívoca".
   Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74624

sábado, 3 de agosto de 2013

Carta aos Grupos Parlamentares sobre a Prova de Acesso

Devem enviar em massa esta carta aos grupos parlamentares mostrando o erro desta prova de acesso.

Professores em stress.

Quarta-feira, 31 de julho de 2013

 

    Hoje senti-me impotente para acalmar o nervosismo das colegas que foram notificadas com a indicação que não têm componente letiva na sua escola.
   É triste chegar-se aos 57 anos e dizerem-lhe que o sistema já não precisa de si, assim sem mais nem menos.
   É triste ver colegas ainda muito novas com filhos pequenos (1 e 3 anos) mas já com mais de uma dezena de anos de trabalho dizerem-lhe que o sistema já não precisa dela, assim sem mais nem menos. Mais grave é ainda saber que o marido também está desempregado.
   Triste é também saber que o colega com 59 anos que sempre deu o melhor para a escola, agora dizem-lhe que o sistema não precisa de si e não vai precisar mais.
   São muitos mais e cada um com a sua história de desespero. Hoje estive com 6 destes colegas que nunca pensaram estar nesta situação de descartados.
   Senhor ministro, não se percebe o que quer fazer com o povo que o elegeu e aquele que faz parte deste pequeno país desencantado com os seus políticos e são atirados para fora do seu pais à procura de trabalho e condições para viver?
   Senhor ministro e governo que o acompanha nestas políticas de degradação do pais, os jovens vão e não voltam e os seus filhos também não, como é que este país vai ser sustentável se está a ficar só com os mais velhos?
   Senhor ministro e excelentíssimo governo de Portugal, aos poucos o país vai definhando com a saída de cada vez mais e mais pessoas para trabalhar no estrangeiro e em contrapartida são pouquíssimas as que nascem, o que origina cada vez menos população e governar para um país sem população é fazer de conta?
Senhor ministro e excelentíssimo governo de Portugal, se não existe ninguém para governar vocês também não são precisos e vão ter que emigrar?
   O mal que estão a fazer ao país também vai sobrar para vocês só é pena é que já não exista ninguém para aplaudir.
 http://arteagostinho.blogs.sapo.pt/542093.html

    Para ler! Turma do 9º ano com 45 alunos! Turma do 5º ano com 34 alunos! Onde estão as pessoas que acusavam os   professores de prejudicarem os alunos com as greves? E agora, nada dizem?

   Câmara de Alfândega contra proposta do Ministério da Educação que põe em causa a qualidade de ensino (31 de Julho de 2013)


A Câmara Municipal de Alfândega da Fé tomou conhecimento, através do órgão de Gestão do Agrupamento de Escolas, que o Ministério da Educação se prepara para reduzir sem qualquer fundamento o número de turmas no concelho. Uma redução que não tem em conta as condições das salas, das escolas ou a própria caracterização socioeconómica do concelho e que na opinião da autarquia vem pôr em causa a qualidade de ensino no concelho, promovendo o insucesso escolar e o despovoamento do interior!

    A Câmara Municipal manifesta assim o seu total desacordo para com esta decisão do ministério da educação para o ano lectivo 2013-14 e estranha que nela esteja previsto o encerramento do pré-escolar de Vilarelhos e Sambade (as únicas localidades fora da sede do concelho onde ainda existe este nível de ensino) sem que previamente tenha sido consultada ou ouvida sobre esta intenção.
Estranha também que no caso do 5º ano, só tenha sido homologada uma turma que terá 34 alunos. A escola não tem salas com dimensões e condições necessárias para uma turma com esta grandeza e a própria lei está a ser posta em causa com turmas superiores a 30 alunos, limite definido pelo mesmo ministério.
Ainda mais absurda é a proposta de homologação de apenas uma turma de 9º ano com 45 alunos. A autarquia quer acreditar que tal não passa de um erro grosseiro.
A autarquia está preocupada com estas medidas que vão ter implicações diretas na qualidade do ensino e no sucesso escolar das crianças e jovens de Alfândega da Fé. A Câmara Municipal entende que há setores onde a visão economicista não pode prevalecer, e não vai compactuar com políticas que venham a contribuir para acentuar o problema do despovoamento do interior, agravando assimetrias e funcionando como um incentivo ao abandono e insucesso escolar.
Por isso manifesta o seu total desacordo e preocupação para com esta medida tomada à revelia de pais, câmara e responsáveis pelo agrupamento e vai fazer chegar junto dos responsáveis do Ministério da Educação as suas preocupações, assim como a sua surpresa por não ter sido ouvida em todo este processo.

 http://www.bertanunes.info/camara-de-alfandega-contra-propostas-do-ministerio-da-educacao-que-poem-em-causa-a-qualidade-do-ensino/


   Quem vem jantar a casa?

   por Fátima Inácio Gomes, em 29.07.13

   O que se está a passar, neste preciso momento, nas escolas portuguesas é o seguinte: a 31 de julho, quarta-feira, devem ser publicadas as turmas; logo de seguida, comunicado o número de professores necessários em função das necessidades. Agosto. Concurso de professores para lá, concursos de professores para cá, fazer horários… em setembro tem de estar tudo pronto para o arranque. Está sempre tudo pronto para o arranque, as escolas fazem por isso. O Ministério não. E este ano aprimorou-se: a 26 de julho, sexta-feira, fim da tarde, indicou o número de turmas/cursos que autoriza sejam abertos em cada escola. Não, não são as escolas que decidem, em função do número de matrículas vs. espaço. E, convém frisar, em junho, há as chamadas reuniões de rede escolar, em que as escolas se sentam à mesa com a tutela e se discute esta organização/distribuição.

    Mas, nesta sexta-feira dia 26, quando muitas escolas já tinham as turmas praticamente feitas, quando publicitaram as suas ofertas formativas, quando contactaram pais e alunos para regularizarem este ou aquele pormenor ou para lhes indicar que aquele curso/disciplina não iria existir na escola, informando das alternativas, enfim, quando tinham esse trabalho praticamente feito, o Ministério, através de um dos seus organismos, publicou a lista de cursos/turmas autorizados(as) para cada escola/agrupamento e lançou o caos: mudou as ofertas dos cursos profissionais, reduziu o número de turmas em várias escolas, eliminou turmas CEF com alunos inscritos, enfim, queimou o jantar pouco antes de ser posto à mesa. E fez algo mais fantástico, fê-lo em cima do acontecimento. Imagine-se o leitor em sua casa e dizem-lhe para convidar vinte pessoas para jantar: a comida será da responsabilidade de uma empresa de confiança. Manda convites atempadamente, publicita o evento convenientemente, prepara a sala com cuidado, prepara a mesa, recebe os convidados… e depois trazem-lhe duas coxas de frango para o jantar.
É assim que o Ministério tratou as escolas, as direções, os alunos. São inúmeros os casos relatados em inúmeras escolas, que se começam agora a conhecer: em várias escolas, o número de turmas autorizadas está abaixo das necessárias para o número REAL de alunos matriculados (que se faz aos restantes?); há cursos profissionais com anos de existência numa localidade, com vinte e muitos alunos inscritos, que são apagados e substituídos por outros cursos que nem sequer tinham sido discutidos, menos ainda comunicados ao público, há alunos que deveriam seguir um curso de educação formação e terão de ficar no ensino regular… e quem é que vai passar por incompetente? Quem é que vai ter que dar a cara para dar o dito por não dito? Quem vê todo o seu trabalho, um trabalho sério que merece respeito, deitado ao lixo? A três dias úteis do fim de julho?...

   E é nestas condições que se trabalha nas escolas. Surpreendentemente (ou nem tanto assim, quando o interesse do poder é esse) a maioria dos portugueses desconhece esta realidade. Apesar de, direta ou indiretamente, ser parte interessada : quem não tem familiares nas escolas? ou vai ter? já para não falar do tão propalado "interesse nacional" da Educação... A maioria dos portugueses ouve o discurso dos políticos na TV, sérios e convictos, e cria uma imagem. Nuno Crato, por exemplo. Tão credível... Possivelmente, até acredita nele quando ouve coisas como "liberdade de escolha" e "mérito" e “superior interesse dos alunos” e “estamos a trabalhar para”. Pois é este o tipo de trabalho que estão a fazer: em cima do joelho, passando por cima do trabalho feito nas escolas e do “superior interesse dos alunos”, que só interessa para enfeitar discursos “politicamente corretos”. Para quem conhece a realidade, para quem vive a e na escola, este tipo de discurso é de um cinismo, de uma falta de ética, de verdade, de seriedade que ENOJA!

   E isto será, mais uma vez, e à semelhança de tantas e tantas outras ocorrências, com este e com os outros governos dos últimos anos, um episódio. E este episódio faz tão pouco sentido que não pode dar em nada. As turmas terão de abrir, de acordo com o número REAL de alunos que existe no nosso país, nas respetivas localidades. Mas é o suficiente para, em finais de julho, com tanto para fazer para que tudo arranque em setembro, causar mais desgaste, mais confusão. Para, MAIS UMA VEZ, aparecerem as parangonas nos jornais e televisões e as pessoas pensarem... "lá estão os professores a queixar-se outra vez!!!". Pois, já alguma vez pensaram que os professores PODEM ATÉ TER RAZÃO?!?!?

    ... que bem estaríamos todos se, em todos os anos, há anos, não fosse este circo anual em que tudo muda menos a incompetência!...
    Pois é, meus amigos, confiem nas palavras mansas destes governantes, confiem... quem está, como eu, no mesmo barco e conhece a verdade, a REALIDADE, vomita ao ouvi-los. Depois ainda há quem pense que é má vontade minha...
    http://parlamentoglobal.sic.sapo.pt/134699.html