1. Os professores já há muito que trabalham quarenta horas.
2. As mais cinco horas de trabalho, em cima das trinta e cinco, não serão horas letivas.
Quanto a 1., se Crato sabe que os professores já há muito que trabalham quarenta horas, porque raio quer, agora, passar de 35 para 40 horas? Tratar-se-á de uma capricho, ou fetiche, administrativo?
Quanto a 2., Crato diz hoje que o horário letivo dos professores é de 22 horas (2100 minutos), mas a alteração que propõe, a ser aceite, permitirá que, de um ano para o outro, e de um momento para o outro, passe a ser de outro maneira, como já fez o ano passado, por mero despacho, ao aumentar o tempo letivo dos professores de 990 para 1100 minutos, que representou um aumento real de horário letivo de trabalho dos professores (de mais quatro tempos letivos), sem nenhuma remuneração adicional, antes pelo contrário.
E quanto a 3, o número inexistente de Crato, o despedimento de professores por ausência de componente letiva, que disse Crato? Nesse caso Crato não disse nada, tirando convicções religiosas. Quem não tiver componente letiva será despedido, depois de 12 meses de tortura.
Quanto a 4, o número do malabarismo cratino, os professores não brincam com a greve, nem com os alunos, nem com a Escola Pública. Os professores querem salvar a Escola Pública, os jovens e crianças portuguesas do malabarismo de Crato, um verdadeiro Joker destrutivo desde que se deu como ministro da destruição educativa de Portugal.
Os professores não se deixam levar por malabarismos e mentirolas de circo.
por Francisco Teixeira (https://www.facebook.com/groups/113598491999570/)
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