domingo, 9 de junho de 2013

A GREVE DOS PROFESSORES : OPINIÃO DE UM JOVEM ESTUDANTE NO 12º. ANO

JOSÉ SIMÃO É UM JOVEM  ESTUDANTE NO 12º. ANO. QUEM DERA QUE TODOS OS POLÍTICOS, COMENTADORES MEDIÁTICOS, PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, ETC, ETC, ...  DEFENDESSEM DESTE MODO A ESCOLA PÚBLICA E A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO.

"Tenho ouvido tantos comentadores a criticarem a greve aos exames por acharem que prejudica os alunos... É fácil assumir esta posição, por parecer imediato e certo que uma greve de professores, aquando a realização de exames, impede o aluno de os realizar, saindo assim prejudicados. Tem-se, por isto, criticado muito os professores. Mas há que esclarecer o que se passa.
A greve aos exames, e o consequente impedimento da sua realização, não pode prejudicar nenhum aluno, visto que o próprio exame é por si só algo prejudicial. Que sentido faz sujeitar um aluno à apreciação de dois ou três anos de trabalho num único momento de avaliação, de 120 minutos, que, ainda por cima, perfaz no mínimo 30% da nota final da disciplina? Dir-se-à que resultam da necessidade de uniformização do ensino... Não devemos procurar a particularização, para melhor respondermos às necessidades específicas dos alunos?
Fazer greve aos exames não é prejudicial. Prejudicial é aumentar o número de alunos por turma. Prejudicial é aumentar a carga horária. Prejudicial é impor aulas de substituição vazias e desprovidas de sentido. Prejudicial é diminuir o número de professores nas escolas. Prejudicial é brincar com a educação como se a educação fosse um negócio."

José Diogo Simão em https://www.facebook.com/JoseDiogoFigueiredoSimao/posts/150036471848076

A Greve dos Professores: Desabafo de uma Encarregada de Educação

A Greve dos Professores: Desabafo…
De Júlia Amorim

A minha Teresa está no 12º ano e como milhares de alunos no país terá exames nacionais, cujos resultados terão reflexo no prosseguimento de estudos. Ontem, em família discutíamos as consequências da greve dos docentes e as conversas tidas na escola por parte dos colegas e professores. Que confusão de ideias, que demagogia, que ausência de pensamento crítico! A greve dos professores é mais do que justa e quer os pais quer os alunos deveriam estar unidos nesta luta. A greve dos professores não prejudicará os alunos... os alunos é que estão a ser prejudicados pela incompetência dos nossos governantes. Claro que o efeito da greve será sentido e terá consequências. Será que os pais dos alunos não sabem que os professores tb são pais? Que pais gostarão de prejudicar os filhos? A greve é usada como último recurso: quem se dá ao luxo nos tempos que correm de perder um ou mais dias de salário...
Estou indignada com as afirmações do Presidente da República e com a falta de determinação do ministro da Educação que só tem uma saída: ou enfrenta o Gaspar ou demite-se! Os nossos governantes são tão incompetentes e demagogos que não são capazes de enfrentar os bois pelos…. Isto é, nem assumem a sua intransigência e apresentam uma proposta de como irão resolver a situação dos alunos que não realizarem o exame, preferindo chantagear os professores colocando os pais e a opinião pública contra os docentes. Mas nada disso é por acaso: trata-se da implementação de concepções ideológicas que não defendem a igualdade de oportunidades para todos, que cria uma sociedade menos justa e não promove a educação e o sucesso escolar.
Estas medidas como a mobilidade vão destruir famílias. As 40 horas são uma falácia. Como em todas as profissões há bons e maus profissionais. Mas qualquer bom (não disse mt bom) professor já o faz fora do tempo lectivo: em casa, à noite ao fim de semana e ainda por cima com os seus próprios recursos materiais. 
Mas voltando ao princípio: Dps de conversarmos (pai, mãe e filha), ficámos tranquilos: se a nossa filha não fizer exame no dia marcado ou se a reunião de avaliação não se realizar no dia previsto, e for "prejudicada", a culpa não será dos professores. Com eles estamos solidários.
A greve dos professores é mais do que justa e quer os pais quer os alunos deveriam estar unidos nesta batalha que caso seja ganha, não só os professores sairão vitoriosos mas também o sistema educativo e o futuro do nosso país.
Convido o Sr. Ministro da Educação e a população em geral a visitar Constância no próximo sábado, domingo e segunda (feriado), durante as Pomonas Camonianas e a observar o trabalho dos professores e da comunidade educativa. Poderão in loco verificar que afinal os professores gostam dos alunos e… até trabalham sem auferirem horas extraordinárias...

Partilhado em FaceProf (professores no Facebook) 

Um Encarregado de Educação cidadão...

Um Encarregado de Educação Cidadão
Por Paulo Bernardo e Sousa

Quanto à greve dos Senhores Professores agendada para os dias de exames:

1. Tenho uma filha que será afectada, pois pelo menos um dos exames coincide com as datas conhecidas.
2. Apoio a greve.
3. Informei a minha filha que o(s) exame(s) que não puder fazer naquele dia(s) certamente que se fará(ão) noutro(s) dia(s).
4. Informei a minha filha que os professores não irão trabalhar naquele dia porque estão em luta pelos seus direitos e que por tal vão perder um dia de salário.
5. Informei a minha filha que não há greves sem prejuízo, nem prejudicados - aliás essa é a força da greve.
6. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, mesmo quando não ganhamos nada directamente pode acontecer que sejamos chamados a lutar pelo que é certo, mesmo com prejuízo em causa própria.
7. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, ninguém pode aceitar como bom, que as famílias partilhem menos uma hora por dia, que se despeçam pessoas aos milhares e se diga que tal é bom, que se trabalhe gratuitamente, que se reduzam remunerações, que se retirem direitos aos fracos quando se engordam os ricos, que se desprezem e menosprezem as pessoas e que se castiguem os que nada fizeram e se dê cobertura aos que a este ponto nos trouxeram.
8. Informei ainda que a possibilidade dela ter de fazer o(s) exame(s) noutro(s) dia(s) representa o(s) contributo(s) dela para uma sociedade justa.
9. Pedi desculpa à minha filha, por não ter sido capaz de evitar que ela, tão nova, tivesse que participar num processo de combate político, mesmo que passivamente. Pertenço a uma geração de inertes, que tudo delegam e depois ousa estranhar a acção dos que diferem e vão à luta.

O mais interessante nisto tudo, é que ao contrário dos doutos egoístas que em vários fóruns vi manifestarem-se, a minha filha, com 12 anos, depois de pensar um pouco disse-me convicta: Faz sentido! Não faz mal. Se não fizer exame naquele(s) dia(s), farei noutro e assim os professores terão lutado pelo que é justo.

Nestas alturas, fico aliviado, pois percebo que ainda temos salvação. Provavelmente, tal só acontecerá na geração que nos segue, mas sempre é melhor do que nada.
Por Paulo Bernardo e Sousa em https://www.facebook.com/pbsousa/posts/4557043738348

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A demagogia de Crato não consegue dissuadir os professores

Ouvi agora mesmo Crato dizer o seguinte:

1. Os professores já há muito que trabalham quarenta horas.
2. As mais cinco horas de trabalho, em cima das trinta e cinco, não serão horas letivas. 

Quanto a 1., se Crato sabe que os professores já há muito que trabalham quarenta horas, porque raio quer, agora, passar de 35 para 40 horas? Tratar-se-á de uma capricho, ou fetiche, administrativo?

Quanto a 2., Crato diz hoje que o horário letivo dos professores é de 22 horas (2100 minutos), mas a alteração que propõe, a ser aceite, permitirá que, de um ano para o outro, e de um momento para o outro, passe a ser de outro maneira, como já fez o ano passado, por mero despacho, ao aumentar o tempo letivo dos professores de 990 para 1100 minutos, que representou um aumento real de horário letivo de trabalho dos professores (de mais quatro tempos letivos), sem nenhuma remuneração adicional, antes pelo contrário.

E quanto a 3, o número inexistente de Crato, o despedimento de professores por ausência de componente letiva, que disse Crato? Nesse caso Crato não disse nada, tirando convicções religiosas. Quem não tiver componente letiva será despedido, depois de 12 meses de tortura.

Quanto a 4, o número do malabarismo cratino, os professores não brincam com a greve, nem com os alunos, nem com a Escola Pública. Os professores querem salvar a Escola Pública, os jovens e crianças portuguesas do malabarismo de Crato, um verdadeiro Joker destrutivo desde que se deu como ministro da destruição educativa de Portugal.

Os professores não se deixam levar por malabarismos e mentirolas de circo.


por Francisco Teixeira  (https://www.facebook.com/groups/113598491999570/)

Professores em luta na Escola Secundária de Odivelas

  Esta tarde, na Secundária de Peniche ficou determinado que na próxima semana NÃO haverá mesmo reuniões de avaliação. Meus parabéns pela iniciativa! Façamos o mesmo! Partilho com todos uma mensagem enviada por uma colega da Escola Secundária de Odivelas. Vamos por isto em prática! Se desta vez ficarmos parados, acabou-se!

  «Caros Colegas de Norte a Sul do País!
LUTEMOS POR UMA ESCOLA PÚBLICA QUALIFICADA E POR UMA CARREIRA DOCENTE CONDIGNA!
Bem sabemos que estamos todos cheios de trabalho e que o final do ano está aí, sabemos o quanto a LUTA gera perplexidade, instabilidade, stress, contrariedades, mas, que outra alternativa temos?
Este é o NOSSO TEMPO E A NOSSA OPORTUNIDADE, não podemos nem devemos desperdiçá-los, em DEFESA de uma ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE!
Deste modo ponho à vossa consideração a seguinte proposta:
que em cada uma das Escolas do País, em RGP, ou qualquer outra via, se constitua
• um núcleo de professores com o objetivo de sensibilizar e mobilizar o maior número de colegas possível para fazer greve às Avaliações,
• que seja feito um plano de adesão à greve, com economia de professores em greve. Relembro-vos que na década de 90 esta estratégia funcionou muito bem, porque previamente nos organizámos e estipulámos quem faria greve em cada reunião (conseguimos que muitos Conselhos de Turma não se realizassem com uma economia inteligente de professores em greve). Basta que um professor esteja em greve para que o CT não se realize,
• que seja constituído um fundo em cada Escola para ajudar a suportar os custos,
• que divulguemos uns aos outros ( via sites, blogues, e-mails, etc) as iniciativas implementadas em cada Escola. Aproveito para relembrar o site de professores em luta da Escola Secundária de Odivelas
• http://escolapublica2013.wix.com/professores-em-luta